Polêmica em jogos: desenvolvedor de No Rest for the Wicked ataca ex-presidente da Blizzard

Crédito: Tyler C. / Moon Studios

A noite de Ano Novo de 2025 rendeu mais do que apenas comemorações para o universo dos games: Thomas Mahler, CEO do estúdio Moon Studios e diretor de No Rest for the Wicked, resolveu atacar Diablo 4 e provocou uma troca acalorada com Mike Ybarra, ex-presidente da Blizzard.

Apesar de Mahler estar promovendo seu jogo, as críticas diretas a títulos concorrentes e aos seus desenvolvedores levantaram discussões sobre ética profissional e amadurecimento nas redes sociais.

Embate entre lideranças nos bastidores dos games

Durante a virada do ano, Mahler usou a rede social X para impulsionar seu jogo, No Rest for the Wicked. No entanto, o tom escolhido causou alvoroço: “Quer mostrar que realmente é bom? Tente jogar No Rest for the Wicked, não Diablo 4 ou Path of Exile 2”, escreveu, insinuando que esses jogos não exigem real habilidade dos jogadores.

A provocação direcionada ganhou resposta imediata de Mike Ybarra. O ex-executivo, que deixou a Blizzard em janeiro de 2024 após cortes massivos na empresa, respondeu: “Colocar outros jogos para baixo para subir o seu não funciona. Deixe que seu jogo se sustente por si mesmo.” Aparentemente cordial no início, ele ainda indicou estar curioso para testar o jogo de Mahler futuramente.

Entretanto, o tom mudou rapidamente nas mensagens seguintes. O próprio Mahler partiu para uma crítica mais agressiva, dizendo que Diablo 2 havia sido “uma obra-prima” e acusando Ybarra de ter transformado a franquia em uma “máquina caça-níquel com microtransações absurdas, como armadura de cavalo a US$ 65”.

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Tom agressivo prejudica recepção do público

Mahler já era conhecido por se envolver em controvérsias semelhantes no passado. Segundo analistas e jornalistas especializados, como Autumn Wright, o comportamento do CEO vem afastando potenciais apoiadores e até parcerias futuras. O mais irônico é que, apesar das críticas intensas, No Rest for the Wicked tem sido apontado como um jogo promissor, elogiado pelo estilo visual e pela jogabilidade intensa típica dos roguelikes.

Ybarra, por sua vez, retornou com outra crítica, dessa vez mais contundente: “Correr para depreciar Diablo e Path of Exile implorando que joguem seu jogo é ridículo. Você sabe disso. Sei que está desesperado, mas foque no seu projeto”. Para finalizar, relembrou de forma sutil experiências negativas na época em que trabalhou com Mahler em Ori e alertou futuros parceiros: “Você precisa se acalmar e focar em sua equipe e jogo”.

Impactos para No Rest for the Wicked

Mesmo estreando em acesso antecipado com feedback consideravelmente positivo, No Rest for the Wicked se vê às voltas com uma crise de imagem provocada por seu próprio criador. Boa parte da comunidade de jogadores passou a enxergar a figura de Mahler como problemática, especialmente por apresentar um comportamento beligerante constante em redes sociais.

Além disso, os comentários de Ybarra sobre sua posição financeira — afirmando que não precisa mais trabalhar, enquanto Mahler sim — intensificaram o contraste entre posturas profissionais, levantando debates sobre humildade, responsabilidade e estratégias de promoção no cenário dos jogos AAA e independentes.

Conflitos que extrapolam os jogos

A discussão entre os dois deixa claro que o impacto das palavras dos líderes de estúdios vai além da simples troca de farpas online. Fica cada vez mais evidente que a forma como produtores e diretores se posicionam nas plataformas digitais pode influenciar diretamente na percepção do público sobre seus projetos.

Ao invés de atrair atenção estratégica para o lançamento ou melhorias de No Rest for the Wicked, a exposição negativa gerada pela atitude de Mahler acabou minando parte da empolgação construída em torno do título — um efeito colateral que poderia ser evitado com foco e diplomacia.

No fim, apesar da força de seu novo jogo, Mahler parece ter colocado a si mesmo no centro de uma polêmica desnecessária, e o pedido de Ybarra faz todo o sentido: "Você precisa se acalmar".

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