The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered chegou arrebentando no mercado e já conquistou tanto os fãs que retornam quanto os novatos vindos de Skyrim. Parte desse sucesso vem do anúncio-surpresa seguido por um lançamento imediato, o que empolgou ainda mais a comunidade.
No entanto, a empolgação inicial logo dá lugar à frustração. O remaster apresenta problemas técnicos sérios que afetam diretamente a jogabilidade — e o cenário se agrava conforme o tempo de jogo aumenta, remetendo ao mesmo tipo de falha crônica vista em Starfield.
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Problemas de desempenho contínuos
Embora seja um clássico querido da Bethesda, Oblivion Remastered está longe de alcançar o potencial que muitos esperavam. De acordo com análises da Digital Foundry, o desempenho técnico do jogo tem se mostrado medíocre em todas as plataformas. Consoles como PS5, PS5 Pro e Xbox Series X, considerados topo de linha, enfrentam quedas constantes na taxa de quadros e instabilidades que prejudicam a imersão do jogador.
Em testes realizados por Thomas Morgan, ficou evidente que os travamentos e quedas de desempenho não são pontuais. Pelo contrário: quanto mais tempo o jogador passa explorando o mundo aberto, pior o jogo se comporta. Isso inclui:
- Diminuição gradual da taxa de FPS
- Travas constantes ao carregar arquivos salvos
- Crashes aleatórios, principalmente ao navegar entre menus
- Oscilações entre 30 e 60 FPS que tornam a jogabilidade inconsistente
O acúmulo de progresso como vilão técnico
Uma das causas apontadas para essa degradação é o acúmulo de dados no progresso do jogador. Como acontecia também em Starfield, a memória interna do jogo parece não gerenciar bem o volume crescente de informações de save. Dessa maneira, quanto mais o jogador avança, mais instável o sistema se torna.
Esse problema se manifesta de forma parecida nos dois títulos:
Aspecto técnico | Oblivion Remastered | Starfield |
Desempenho inicial | Regular | Normal a bom |
Degradação com progresso | Sim, acentuada com horas jogadas | Sim, especialmente no New Game+ |
Plataformas afetadas | Todas (PS5, Series X | S) |
Crashes ao salvar/carregar | Frequentes | Frequentes em estágios avançados |
Esses indícios apontam para um problema comum presente na arquitetura dos jogos mais recentes da Bethesda: o motor de jogo (engine) aparentemente tem dificuldade em lidar com jornadas prolongadas e extensas de exploração e interação.
Fantasia interrompida por bugs
Esse tipo de problema é especialmente crítico em um RPG, gênero onde a profundidade da narrativa e da criação de personagem exige longos períodos jogando. Jogadores que buscam uma experiência rica encontram bugs, congelamentos e crashes que quebram completamente a imersão. À medida que o mapa é desbravado, mais livros são abertos, mais decisões são tomadas e mais diálogos são ativados — a instabilidade se intensifica.
Um caso curioso que exemplifica a liberdade do mundo de Oblivion, mas também seu calcanhar de Aquiles, foi o de um jogador que passou sete horas organizando livros dentro do jogo para formar um dominó virtual. Apesar da criatividade envolvida, o desempenho sofrível gerou travamentos constantes durante a execução da atividade.
Atualizações ainda não resolvem
Mesmo com a popularidade do título — Oblivion Remastered já figura entre os três jogos mais vendidos do ano nos EUA —, a Bethesda ainda não lançou correções eficazes para os problemas enfrentados pelos usuários. Nenhuma plataforma parece estar livre das falhas repetidas, e muitos jogadores relatam que abandonaram a campanha com a esperança de que futuras atualizações possam enfim entregar a experiência prometida.
O que se espera agora é uma resposta rápida da desenvolvedora. A expectativa por uma grande atualização corretiva é unânime, principalmente entre os jogadores que já investiram dezenas de horas no título. A fidelidade à franquia é alta, mas também tem seus limites.
Enquanto isso, para aqueles que ainda não iniciaram sua jornada em Cyrodiil, o conselho mais prudente é esperar por aprimoramentos significativos no desempenho. Porque, como já foi notado nas palavras de Thomas Morgan, “o jogo não está recebendo justiça com tantos problemas técnicos prejudicando a experiência”.
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